Crise climática coloca 2 bilhões de aparelhos de ar condicionado no mundo

Os simples ventiladores já não são suficientes para refrescar as pessoas. O calor extremo está tomando várias partes do globo, o que representa riscos à saúde da população.

Quinta, 12 de maio de 2022


Em texto publicado na Scientific American, pesquisadores do Mawazo Institute, em Nairóbi, e da Escola de Minas do Colorado, nos EUA, sugerem que o ar condicionado se torne um direito humano das pessoas diante da crise climática.

O aparelho, que antes era considerado um luxo em alguns lugares, já está se tornando uma necessidade. Para se ter uma ideia, existem hoje 2 bilhões de aparelhos de ar condicionado no planeta, e mais 4 bilhões devem ser produzidos até 2050. Desde 2000, a demanda por aparelhos de resfriamento aumentou a um ritmo médio de 4% ao ano. Isso é duas vezes mais rápido do que o crescimento da demanda por iluminação ou aquecimento de água.

Mas fica aquela dúvida: o aumento do uso de ar condicionado também não é negativo para as mudanças climáticas? Depende. Se a energia utilizada para mover o aparelho continuar sendo proveniente de combustíveis fósseis, poderemos enfrentar uma intensificação do efeito estufa.

Mas a alta demanda pode ser também uma oportunidade para que os cientistas invistam em tecnologias mais sustentáveis e para a adoção, por parte de autoridades, de fontes de energias renováveis.

De acordo com a Agência Internacional de Energia, as unidades de ar condicionado que existem hoje são apenas 10% mais eficientes do que aquelas vendidas em 2010. Porém, a implementação de políticas e novas tecnologias eficazes podem dobrar a eficiência dos aparelhos e reduzir a energia necessária para o resfriamento em 45% até 2050.

Fonte: Gizmodo


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